No princípio, o termo “orquestra” era usado para designar um conjunto, formado ao acaso, com quaisquer instrumentos disponíveis. Mas, à medida que avançava o século XVII, o aperfeiçoamento dos instrumentos de corda (em particular, o violino) por esplêndidos artesãos, como as famílias Amati, Guarneri e Stradivari, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Essa passou a constituir a base da orquestra, um núcleo central ao qual os compositores acrescentavam outros instrumentos, individualmente ou em dupla, de acordo com as circunstâncias: flautas, oboés, fagotes, por vezes trompas, e, eventualmente, trompetes e tímpanos.
Um traço constante nas orquestras do período de formação era a presença do órgão ou cravo contínuo, preenchendo a harmonia, enriquecendo a textura e, de fato, mantendo a unidade da orquestra. (Bennett, 1989. Adaptado)
A orquestra, segundo Bennett, passa a tomar forma no período