Obra no entorno do Castelão será concluída dias antes do primeiro jogo
Da Agência Brasil
postado em 11/06/2013 18:04 h
Por um lado o estádio Castelão, em Fortaleza (CE), foi a primeira arena a ficar pronta entre todas as cidades-sede; por outro, os problemas relativos à mobilidade tornam-se visíveis logo na saída do estádio. A avaliação é do arquiteto e urbanista Renato Pequeno, professor do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC), em entrevista à Agência Brasil.
De acordo com a Secretaria Municipal Extraordinária da Copa (Secopafor), as obras de mobilidade nas imediações do Castelão - previstas para a Copa das Confederações - serão entregues no dia 15 de junho, quatro dias antes do primeiro jogo em Fortaleza, que ocorre no dia 19. O órgão destacou que o compromisso firmado com a Fifa para estes jogos é a conclusão do alargamento da avenida Alberto Craveiro e a construção de uma rotatória ao lado do estádio. A Secopafor informou que 80% dessa obra estão concluídos.
As demais obras de mobilidade, sob a responsabilidade da Secopafor, serão concluídas somente para a Copa do Mundo. O acordo com a Fifa inclui a construção de um túnel por baixo da rotatória que ligará a avenida Paulino Rocha (obra 43% concluída) à Via Expressa (5% concluída). Esta via interliga a região do estádio à zona hoteleira da capital. As obras na avenida Dedé Brasil, também nos arredores do Castelão, estão com 9% em andamento.
Além das obras viárias a serem executadas pelo município, o governo estadual tem o compromisso de construir mais duas estações da linha de metrô da capital e o veículo leve sobre trilhos (VLT) Parangaba- Mucuripe, que vai ligar a zona hoteleira à área do estádio. A previsão de entrega dessas obras, no entanto, é primeiro trimestre de 2014, antes dos jogos da Copa do Mundo.
Para Renato Pequeno, mesmo que essas obras de mobilidade sejam concluídas, não resolvem os principais problemas de mobilidade urbana enfrentados na cidade. Ele destacou que Fortaleza teve sua frota de veículos mais que duplicada na última década, passando de 422,5 mil em 2003 para 854,3 mil em março deste ano. "Paralelamente, não houve expansão do sistema viário. Independentemente da Copa do Mundo, a cidade já trazia todos esses problemas", avaliou.
O professor disse ainda que as obras de mobilidade atendem ao destino Castelão. Não resolvem, portanto, os grandes gargalos da cidade. Os principais problemas concentram-se nas regiões oeste e leste do município, e o estádio localiza-se em faixa intermediária, no meio da cidade.
O impacto social, provocado por essas obras relacionadas à Copa do Mundo, também é questionado pelo professor. "São obras que estão levando a milhares de remoções. Essas famílias estão sendo destinadas a morar em espaços mais periféricos: as obras estão gerando exclusão social e territorial", critica. Segundo o governo do Ceará, cerca de 2.140 famílias terão seus imóveis atingidos total ou parcialmente pela obra do VLT.
http://www.portalcopa2014.org.br. Acesso em
26/10/2013 (Texto adaptado)
Sobre as obras de mobilidade apresentadas no texto, é correto afirmar que
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