Paciente do sexo masculino, 9 anos, branco, cursa o 3° ano do ensino fundamental. Seus pais procuram atendimento devido a queixas de atraso na aquisição de conteúdo escolar, com “dificuldade emocional”, irritabilidade e insegurança. Irrita-se mais com a mãe perante demandas de tarefas em que ele encontre dificuldades. Só toma banho com a mãe ou o pai próximo ao banheiro, que fica de porta aberta. Sente dores abdominais inespecíficas, diante das quais costuma chorar e se recusar a ir à escola. Em vésperas de eventos fora da rotina, aniversários ou viagens, dorme pouco e às vezes vomita ou tem diarreia antes de sair de casa. Foi alfabetizado sem dificuldades, mas, diante de algumas tarefas em que não sabe o que fazer, não pergunta à professora. Desde a idade pré-escolar, o paciente teve poucos amigos. Evita brincadeiras muito agitadas ou de contato físico, aparentando receio de se machucar. Aos 4 anos, teve pneumonia e, após ser internado, apresentou mudança comportamental, na qual, segundo a mãe, passou de criança ativa a muito calma, passiva e dependente, apresentando medo durante a noite e episódios de pesadelos mal descritos. Nessa ocasião, começou a demonstrar medos, não querendo sair de casa. Gestação, parto de desenvolvimento neuropsicomotor sem alterações. A mãe é protetora e com altos padrões de realização. O pai é exigente com os estudos, mas pouco participativo. A família é desorganizada, os pais são separados há 3 anos, tendo aumentado os sintomas do paciente desde então. Ao exame, paciente não estabelece contato visual e fica se movimentando na cadeira com inquietação de mãos e pernas. Fala que tem medo de perder a mãe, de reprovar e do escuro. Sua compreensão parece preservada, embora se mostre mais infantilizada que a esperada.
Considerando o caso, qual é o diagnóstico atual mais adequado?