TEXTO
Pneu furado
Luís Fernando Veríssimo
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo:
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
_Você tem macaco? _ perguntou o homem.
_ Não_respondeu a moça.
_Tudo bem, eu tenho _disse o homem. _Você tem estepe?
_Não_disse a moça.
_Vamos usar o meu_disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
_Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
_É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
_Coisa estranha.
_É uma compulsão. Sei lá.
Em "_É. Eu... Eu não posso ver pneu furado.", as reticências foram usadas, nesse caso, para
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