A seguir, destaca-se um relato do Centro de Formação e de Aperfeiçoamento dos Jornalistas (CFPJ) concernente à legibilidade dos textos na Web e às adaptações próprias da escrita online.
O leitor raramente lê uma página web palavra por palavra, para compensar o fato de que, normalmente, se leva 25% a mais de tempo para ler na tela, em comparação com a leitura sobre o papel. Caso seja considerado, além disso, o desejo desse leitor de sobrevoar mais do que de ler, é preciso, então, reduzir os textos do papel em 50% antes de reescrevê-los online. No caso de uma reescritura na web a partir de documentos já escritos sobre o papel, é preciso, inicialmente, desestruturar os textos e obter deles as idéias essenciais. O vocabulário da redação online deverá ser simples. O princípio do sobrevôo do documento não suporta nem uma sintaxe nem um vocabulário complexos. A escrita se aparenta mais à linguagem falada, evitando-se a gíria e repetições. O estilo é mais direto, menos literário que no suporte escrito. A qualidade da informação é reduzida ao essencial.
Ciro Marcondes Filho. Comunicação e jornalismo: a saga dos cães perdidos. São Paulo: Hacker, 2000, p. 157 (com adaptações).
Considerando o assunto abordado no texto acima, julgue o seguinte item.
Segundo o autor, no texto online, ocorre a descaracterização e o empobrecimento da linguagem jornalística, que é afetada em critérios de noticiabilidade, principalmente quanto a atualidade e equilíbrio.