O bom assessor de imprensa apresenta a informação de maneira embalada, prêt-à-porter, pronta para uso ou, pelo menos, para facilitar o trabalho da redação. Ele sabe que jornalista normalmente atua sob pressão de prazos, de concorrência e dos superiores e possui complicados mecanismos de avaliação e seleção do que será notícia e a té tem dificuldade de explicar os critérios que determinam as escolhas, os chamados valores-notícia. As fontes de informação do jornalista são diversificadas, fluidas. Sua s opções de seleção, apuração e edição dos assuntos misturam política editorial do veículo, criatividade, percepção e gosto pessoal, facilidade de produção e desafio profissional. Ao conhecer e entender os sistemas de produção da notícia nos diferentes meios de comunicação e veículos, o assessor (sobretudo se é um jornalista que passou por redações) passa a ter mais chances de interferir no processo, oferecendo pautas e informações adaptadas a cada um.
Jorge Duarte. In: Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia — teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2002, p. 290 (com adaptações).
No texto acima, o autor trata das qualidades que precisam ser levadas em conta na produção do release . Nesse sentido, e considerando as práticas de assessoria, as rotinas produtivas e os critérios de noticiabilidade, julgue o item.
Valem para o release os mesmos critérios de seleção de informação: interesse e anormalidade; imprevisibilidade e atualidade; proximidade física ou afetiva; quantidade e poder multiplicador.