O estudo de Émile Durkheim sobre a religião dos povos aborígenes da Austrália (“As Formas
Elementares da Vida Religiosa”, de 1912) é um dos precursores da formação e do enquadramento
do pensamento antropológico no campo das ciências humanas. A sua análise da concepção
australiana sobre os seres sagrados, enquanto seres morais que refletem a própria sociedade, diz
muito sobre a mentalidade científica europeia do início do século XX, que