O texto abaixo servirá como base para as questões de 06 a 10.
Marisa Monte: “Minha música sempre foi simples”
A cantora, que está lançando novo álbum, diz que a simplicidade de suas canções está na clareza das músicas e dos arranjos
&n bsp; Da nilo Casaletti
Seguindo a estratégia de lançar seu novo trabalho, O que você quer saber de verdade (EMI), pela web, Marisa Monte deu uma entrevista coletiva online na manhã desta quinta-feira (3). Os jornalistas, que haviam se cadastrado previamente no site da cantora, puderam ver e ouvir Marisa responder a dezenas de perguntas vindas de diversas partes do Brasil e de Portugal, onde seu trabalho é muito conhecido.
&n bsp; O que você quer saber de verdade chega ao mercado depois de cinco anos de seus últimos trabalhos, os Gêmeos, Infinito particular e Universo ao meu redor, e vem sendo classificado, por conta do clima de amor de suas canções, como um disco popular. Marisa discorda da avaliação. “Não tinha motivo de fazer ou não fazer um disco popular. Eu apenas escolhi as músicas com as quais eu tive mais afinidade, que estavam de acordo com meu desejo nesse momento”, diz.
&n bsp; A cantora afirmou que, ao longo da carreira, emplacou diversos sucessos no rádio, que canções como Bem que se quis, Lenda das sereias e Chocolate caíram no gosto das pessoas. Por isso, não haveria motivo para classificar seu novo trabalho como “o mais popular”. Para ela, o “popular” que foi visto em seu novo trabalho vem da clareza das músicas e dos arranjos. Marisa também não classifica o álbum como romântico. Para ela, ele é um “disco solar”. “Ele fala de bem viver, de aproveitar a vida. As músicas que falam de amor também ressaltam o lado de bem viver do amor”, diz.
&n bsp; So bre a faixa título, a pop "O que você quer saber de verdade", parceria de Marisa com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, colegas constantes em seus trabalhos, cuja letra diz "Ouça o barulhinho que o tempo no seu peito faz/ faça sua dor dança", Marisa diz que o que está por trás da letra, e que virou título do disco, é a necessidade de cada um de ouvir a alma, a própria voz. O trio tribalista ainda assina a romântica “Depois” e “Verdade, uma ilusão”.
&n bsp; O novo trabalho também traz novas parcerias, como a com o ex-Los Hermanos Rodrigo Amarante, com quem Marisa se encontrou em Los Angeles, onde ele está morando. Juntos, eles fizeram “O que se quer”. O músico Marcelo Jeneci também assina pela primeira vez uma canção com Marisa, o xote “Hoje eu não saio, não”.
&n bsp; A cantora também falou de duas regravações do álbum. Da era do rádio, Marisa buscou o tango “Lencinho querido”, sucesso na voz de Dalva de Oliveira (1917-1972), em 1956, música que ela havia cantado em show com o grupo Café de los maestros, que também participa da faixa no CD. Mas Marisa afirma que já conhecia a canção há muito tempo. “Sempre gostei de música antiga brasileira. Adolescente, eu gostava de fuçar nos discos da minha avó, do meu pai. Conheço “Lencinho querido” desde os meus 15 anos”, diz.
&n bsp; O outro resgate é “Descalço no parque” música do segundo disco do cantor e compositor Jorge Ben Jor, de 1964. “Eu tocava essa música em casa há anos, em passagens de sons. O arranjo original do Jorge é incrível”, diz Marisa.
(Diponível em: http://revistaepoca.globo.com/cultura/noti cia/2011/11/marisa-monte-minha-musica- sempre-foi-simples.html. Acesso em: 14/11/2011 às 09:50)
Sobre a estruturação do trecho “A cantora afirmou que, ao longo da carreira, emplacou diversos sucessos no rádio, que canções como Bem que se quis, Lenda das sereias e Chocolate caíram no gosto das pessoas.”, podemos afirmar que: