Um professor atua como regente de um grupo de ensino coletivo de violão em uma escola pública de Ensino Médio. Ao planejar
um arranjo com a canção Pretinha (Novos Baianos), considerou que a maioria dos estudantes da turma não tinha conhecimento
de leitura e escrita de partitura musical convencional, sendo que apenas alguns tocavam utilizando cifras. Em conversa com
a turma, os estudantes compartilharam suas vivências e habilidades no violão. Em seguida, decidiram se organizar em quatro
grupos, de maneira semelhante a uma banda: dois grupos seriam responsáveis pela execução da melodia principal, um tocaria
uma linha de baixo e o outro grupo executaria os acordes reduzidos.
O primeiro grupo escolheu tocar a melodia da música por meio da escrita numérica, em que o número à esquerda representa
a corda do violão, e o número à direita indica a casa a ser tocada. Dessa forma, a notação 53 significa corda 5 e casa 3, o que,
no violão, resulta na execução da nota dó.
O segundo grupo decidiu tocar a melodia por meio da partitura convencional, uma vez que tinha essa habilidade.
O terceiro grupo fez o baixo de acompanhamento, representado pela tablatura.
O quarto grupo tocou os acordes reduzidos que constituíram a base harmônica para a banda de violões.
Ao final do semestre, o grupo se apresentou para a comunidade escolar e a performance foi registrada em formato audiovisual.
Além da avaliação processual, no último dia de aula, os estudantes assistiram ao vídeo da apresentação, fizeram uma autoavaliação
de si e do grupo quanto aos avanços e desafios ao longo do período.