“A atual estrutura agrária nos impede de ser uma nação, não é apenas um problema da pequena agricultura. Ela é um obstáculo para a [...] construção de uma nação republicana, democrática, autônoma, independente, que julgo ser a aspiração de todos nós. Somos sujeitos da reforma agrária e ela é a condição para que o nosso sonho de nação se concretize. [...] ela é fundamentalmente um problema político. Reforma agrária não é um problema técnico, não é um problema agronômico, não se trata de uma busca produtivista. O capitalismo que aí está resolve os problemas de demanda sem dificuldades. Resolve, porém, perversamente, concentrando renda, destruindo, arrebentando a natureza.”
(SAMPAIO, Plínio de Arruda.
A Reforma Agrária que nós esperamos. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de; MARQUES, Marta Inez Medeiros (Orgs.). O Campo no Século XXI: Território de vida, de luta e de construção da justiça social. São Paulo: ed. Casa Amarela e ed. Paz e Terra, 2004, p.332)
A concentração de riquezas, bem como, a desigualdade social, é verificada pelo parâmetro internacional que varia de 0 a 1, o qual é denominado