“O local e o global determinam-se reciprocamente, umas vezes de modo congruente e consequente, outras de modo desigual e desencontrado. Mesclam-se e tensionam-se singularidades, particularidades e universalidades. [Conforme Anthony Giddens,] ‘A globalização pode assim ser definida como a intensificação das relações sociais em escala mundial, que ligam localidades distantes de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorrendo a muitas milhas de distância e vice-versa. Este é um processo dialético por que tais acontecimentos locais podem se deslocar numa direção inversa às relações muito distanciadas que os modelam. A transformação local é, assim, uma parte da globalização’”.
(IANNI, Octávio. Teorias da Globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001).
O texto acima foi escrito no final do século XX, mas continua atual ao analisarmos os impactos e as condicionantes do processo de globalização, assunto de interesse da sociologia do desenvolvimento. Com base no fragmento, pode-se inferir que, para Giddens,