Segundo Possenti (1996), se as escolas se dessem conta de que estão ensinando aos alunos o que eles já sabem, e que é em grande parte por isso que falta tempo para ensinar o que eles não sabem, poderia ocorrer uma verdadeira revolução [...] Sobrariam apenas coisas inteligentes para fazer na aula, como ler e escrever, discutir e reescrever, reler e reescrever mais, para escrever e ler de forma sempre mais sofisticada etc.
A concepção do que é “saber uma língua” que deveria ser internalizada pela escola para garantir a possível revolução acima mencionada equivale a
I. saber sua gramática ou, dito de outra forma, saber a gramática de uma língua equivale a dominar totalmente essa língua;
II. saber as regras específicas da gramática, das diferentes classes de palavras; suas flexões; suas combinações possíveis; a ordem de sua colocação nas frases; seus casos de concordância, entre outras, para ser eficaz comunicativamente;
III. fazer uso do conjunto – léxico e gramática –, materializado em textos, a fim de permitir a atividade significativa da atuação verbal;
IV. supor outros componentes além da gramática, todos, relevantes, cada um constitutivo à sua maneira e em interação com os outros, uma vez que a língua é uma atividade interativa, direcionada para a comunicação social.
Estão corretas apenas as complementações contidas em