Leia o texto a seguir.
AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ
— Sabe o que é diadelfo? Não sabe? É isso aí: ninguém aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e dá de cara com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou capaz de jurar que você também nunca experimentou a emoção do ilapso. Ou por outra: pode ter experimentado, mas sem identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava o que é ultor; como é que pode ser tão mau profissional?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record, 1998.
No fragmento, Drummond ironiza o uso de palavras incomuns e mostra que seu desconhecimento não impede a comunicação. Para o ensino de Língua Portuguesa, esse texto evidencia que o desenvolvimento do vocabulário ocorre sobretudo quando o aluno
AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ
— Sabe o que é diadelfo? Não sabe? É isso aí: ninguém aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e dá de cara com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou capaz de jurar que você também nunca experimentou a emoção do ilapso. Ou por outra: pode ter experimentado, mas sem identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava o que é ultor; como é que pode ser tão mau profissional?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record, 1998.
No fragmento, Drummond ironiza o uso de palavras incomuns e mostra que seu desconhecimento não impede a comunicação. Para o ensino de Língua Portuguesa, esse texto evidencia que o desenvolvimento do vocabulário ocorre sobretudo quando o aluno