Magna Concursos
607168 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: Pref. Santa Izabel Pará-PA
TEXTO 1
Mal da Temporada
Qual é a diferença entre a dengue comum e a hemorrágica?
por Maria Fernanda Vomero
Ambas são causadas pelo mesmo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. A chamada dengue clássica na maioria dos casos não apresenta grandes problemas além de febre e dores, pois os próprios glóbulos brancos – nossas células de defesa – são capazes de eliminar a virose. Já a dengue hemorrágica pode até matar e, com raríssimas exceções, só ocorre nos casos reincidentes da doença. Isso porque existem quatro tipos diferentes do vírus da dengue: quem é infectado por um deles desenvolve anticorpos permanentes contra esse tipo específico, mas continua vulnerável aos demais. Se surge uma segunda contaminação, a doença torna-se muito mais violenta, acompanhada – por estranho que pareça – de uma produção anormal de anticorpos. “Esse paradoxo ainda é um mistério para nós. Mas o número exagerado de células de defesa aumenta também a quantidade de outras substâncias naturalmente liberadas durante o processo infeccioso, que acabam causando lesões nas paredes dos vasos sanguíneos”, diz o infectologista Luiz Jacintho da Silva, superintendente de Controle de Endemias da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Como o vírus destrói as plaquetas – células sanguíneas responsáveis pela cicatrização –, esse sangramento interno (a hemorragia propriamente dita) não é estancado. Isso faz cair a pressão arterial, levando à insuficiência circulatória, que pode ser fatal.
Disponível em: <http://super.abril.com.br/saude/qual-diferenca-dengue-comum-hemorragica-442848.shtml>
Acesso em: 8 out. 2014
TEXTO 2
Fatos que você precisa saber sobre o Ebola
por Luiza Antunes
A África vive a pior epidemia do vírus Ebola da história, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Até o dia 27 de julho, 729 pessoas já haviam morrido da doença, que até o momento atingiu quatro países: Guiné (onde o surto teve início, em março), Serra Leoa, Libéria e Nigéria (o primeiro caso lá foi confirmado na última semana). A Libéria anunciou, no dia 28, o fechamento de suas fronteiras para tentar conter a propagação da doença. (...)
O Ebola é o micróbio mais letal que se conhece: de 50 a 90% dos infectados acabam morrendo, uma marca impressionante. Isso acontece porque o vírus multiplica-se nas células do fígado, baço, pulmão e tecido linfático, ao mesmo tempo em que destrói as células endoteliais dos vasos sanguíneos, causando hemorragias. Os sintomas iniciais são comuns a várias doenças: febre alta, dor de cabeça, falta de apetite e conjuntivite. Depois, começam as diarreias, náuseas e vômito, que são seguidas de insuficiência hepática e renal. No estágio final, hemorragias internas extensas acabam causando a morte. O período de incubação do vírus varia de 2 a 21 dias. O vírus Ebola é transmitido por contato direto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. (...)
Também há uma questão séria de falta de informação da população: uma das únicas formas de conter a doença é identificar rapidamente as pessoas infectadas e colocá-las em quarentena. Mas essa identificação não é tão fácil: a transmissão por meio de sêmen, por exemplo, pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica do paciente. Além disso, quando a pessoa morre é o momento em que o vírus está mais contagioso. O problema é que existem famílias que escondem os doentes ou mantêm o cadáver por vários dias em casa. Para dificultar ainda mais, a cultura muçulmana tem a tradição de lavar os corpos dos mortos antes do enterro. (...)
Disponível em: < http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/tag/saude/>
Acesso em: 8 out. 2014
O propósito de Maria Fernanda Vomero, no texto 1, é
 

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