Não faltam, hoje, avaliações e indicadores a apontar a má qualidade do ensino no Brasil. Os avanços obtidos — e os há — são difíceis de se perceber e de se valorizar. As más notícias tendem a ganhar mais atenção, como as que se referem ao ensino de matemática.
Resultados de 2011 da Prova Brasil — exame bienal realizado pelo Ministério da Educação — já haviam indicado algum progresso no primeiro ciclo do ensino fundamental e um desastre no ensino médio (antigo colegial). No primeiro caso, 36% dos alunos do quinto ano (final do primeiro ciclo fundamental) demonstravam conhecimentos adequados de matemática, ultrapassando, assim, a modestíssima meta de 35% fixada pelo movimento Todos pela Educação. No terceiro ano do ensino médio, só 10% dos formandos tinham domínio satisfatório, muito aquém do objetivo (20%). Novo levantamento da organização, com base na mesma Prova Brasil, confirma agora algo que já estava implícito na comparação entre níveis de ensino em um mesmo ano: à medida que os alunos progridem nos níveis de escolaridade, o seu desempenho piora.
Editorial, Folha de S. Paulo, 2/4/2013 (com adaptações).
Em relação ao texto, julgue o item seguinte.
A conclusão contida no trecho “à medida que os alunos progridem nos níveis de escolaridade, o seu desempenho piora.” explicita “algo que já estava implícito”.