Em situações envolvendo o levantamento de cargas é comum a preocupação com as forças atuantes na coluna. Não obstante, outras articulações também estão sujeitas à sobrecarga durante esta atividade. A articulação femoropatelar é uma delas. Em uma análise bidimensional, feita no plano sagital, pode-se afirmar que tal articulação está sujeita a três grandes forças oriundas do: tendão quadriceptal, que transmite a força muscular originada no quadríceps; tendão patelar, que transmite a força originada no tendão que conecta a patela à tuberosidade anterior da tíbia; contato com o fêmur. As duas primeiras tracionam a patela na direção proximal da coxa e distal da perna, respectivamente, e juntas pressionam a patela posteriormente sobre o fêmur que, por sua vez, empurra a patela anteriormente (princípio da ação e reação), dando origem a força de contato do fêmur sobre a patela. Nesta região entre o fêmur e a patela, o risco de desgaste na cartilagem é proporcional à força de contato e à frequência de ocorrência desta força. A magnitude desta força é diretamente dependente da força muscular, mas também é altamente dependente do ângulo de flexão do joelho. Durante o levantamento de cargas do solo, o ângulo de flexão do joelho pode variar de acordo com diversos fatores, como a altura do indivíduo, a distância da carga ao solo, a posição do indivíduo em relação à carga, entre outros. Considerando que a força de contato é gerada a partir da soma vetorial de seus componentes (força do tendão quadriceptal e força do tendão patelar) e o ângulo de flexão do joelho é o ângulo formado entre a projeção do segmento coxa até o segmento perna, onde zero graus representa o joelho completamente estendido, e quanto maior o ângulo de flexão mais flexionada está a articulação, é correto afirmar que