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Os riscos e benefícios de induzir sonhos lúcidos
O interesse pelos sonhos lúcidos – a consciência de estar sonhando enquanto dormimos – vem aumentando na última década. Costuma-se enfatizar os potenciais benefícios dos sonhos lúcidos por uma boa razão: as pesquisas revelaram resultados fascinantes.
Em um estudo, os pesquisadores pediram às pessoas que fizessem agachamentos durante um sonho lúcido. Eles observaram um aumento dos batimentos cardíacos e, até certo ponto, da respiração entre os participantes, quase como se estivessem fazendo exercícios físicos reais. Outro estudo sugeriu que os sonhos lúcidos podem ser uma forma de ajudar as pessoas que têm pesadelos frequentes. “Se conseguir ficar lúcido durante um pesadelo, você pode mudar sua reação ou fazer algo que fortaleça você em tempo real, aumentando sua capacidade de lidar com o pesadelo”, diz o pesquisador de psicologia Denholm Aspy, da Universidade de Adelaide, na Austrália. Pesquisadores também indicaram que os sonhos lúcidos talvez possam ser utilizados para o tratamento de transtornos psicológicos graves, como a depressão clínica ou o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Com todas essas evidências, fica fácil entender por que a indução de sonhos lúcidos é tão atraente. Mas há claramente algumas situações nas quais é melhor evitá-los. Pessoas com certas condições de saúde mental, como esquizofrenia, psicose, transtorno bipolar ou fase maníaca, devem evitar particularmente essa prática, pois ela pode exacerbar essas condições, segundo Aspy. No Brasil, um estudo realizado em 2016 concluiu que esse tipo de sonho em pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar pode “aumentar ainda mais os delírios e as alucinações, dando à realidade interna a aparência de realidade externa”.
(Jocelyn Timperley. Folha de S.Paulo, 13 mai. 2023)
De acordo com o texto, entre os benefícios da indução de sonhos lúcidos, pode-se apontar