[...] A escola é um lugar privilegiado para a produção de sentidos na articulação entre o mundo herdado – seus objetos, saberes, regras, instituições, etc. – e as novas possibilidades que se apresentam pelo próprio movimento do mundo.
A transposição didática é o que garante que os conceitos instituídos – por exemplo, na ciência – adentrem o espaço escolar e, no diálogo com os outros saberes, contribuam para a compreensão do mundo.
No entanto, é necessário que estejamos em permanente estado de “vigilância epistemológica” a fim de garantir: que os conceitos selecionados para compor a educação escolar tenham, de fato, uma contribuição para a compreensão do mundo e que, portanto, não sejam apenas legitimadores de discursos específicos das diversas áreas do conhecimento; que sejamos capazes de selecionar, na avalanche de informações do mundo atual, as ideias que podem contribuir melhor para a formação dos indivíduos, isto é, aquelas que se mostram mais sustentáveis para a compreensão do mundo...
A contribuição da geografia na educação escolar dependerá de mecanismos adequados de transposição didática que permitam que conceitos e métodos desta ciência adentrem o ambiente escolar; de uma vigilância epistemológica rigorosa sobre o conhecimento transposto; e da capacidade dos professores e alunos de se apropriar desse conhecimento para – no diálogo com os outros saberes – compreender o mundo e, através dessa compreensão, agir nele para renová-lo.
FARIA, Marcelo. Em busca de uma epistemologia de Geografia Escolar: a transposição didática. Tese de Doutorado,
Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, 2012.
Após leitura do texto, no que diz respeito aos mecanismos de transposição didática, é correto afirmar que
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Professor do Ensino Fundamental - Geografia
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