A leitura crítica pressupõe a capacidade do indivíduo de construir o conhecimento, sua visão de mundo, sua ótica de classe. Isso é possível através das discussões em sala, do diálogo com os professores, com outros alunos e, até mesmo, do “diálogo cognitivo” com seu objeto de conhecimento. No “diálogo cognitivo” com o objeto do conhecimento encontra-se o valor da apreensão dos conteúdos curriculares historicamente produzidos, pois não se constrói o conhecimento a partir do nada. À medida que assimila criticamente os conteúdos (momento em que entra em ação a diretividade do professor, selecionando, sistematizando e apresentando os conteúdos), o aluno realiza o diálogo cognitivo com seu objeto. A assimilação crítica ocorre quando os conteúdos são confrontados com os dados da realidade empírica, quando são historicizados, relativizados no contexto que os gerou, remetidos às suas condições de produção, quando são apreendidos através da relação, tão conhecida na obra de Freire, entre leitura da palavra e leitura do mundo.
Aparecida de Fátima Tiradentes dos Santos. Desigualdade social e dualidade escolar: conhecimento e poder em Paulo Freire e Gramsci. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, p. 89.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
O pronome “seu” se reporta à expressão “a capacidade do indivíduo”, com a qual mantém relação coesiva.
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