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2301800 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Durante um semestre de atividades no serviço psicológico de uma universidade, João percebe que vários alunos relatam dificuldades e as relacionam ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). João compreende que o processo de ensino implica construção de um conhecimento previamente inexistente. A construção e a aquisição de um novo conhecimento implicam revisão e modificação de esquemas de conhecimento já adquiridos. Acredita que para que isto ocorra, não basta que a(o) aluna(o) se encontre frente a conteúdos para aprender. Faz-se necessário que este possa atualizar seus esquemas de conhecimento, compará-los com o que é novo, identificar semelhanças e diferenças e integrá-las em seus esquemas anteriormente incorporados. Quando todo este processo ocorre, pode-se dizer que está se produzindo uma aprendizagem efetiva. Nesse cenário, João encontra as seguintes reflexões:

1. A persistência deste quadro ao longo da vida adulta ocorre em torno de 50% daqueles indivíduos que preenchiam os critérios para o TDAH na sua infância. Entretanto, muitas pessoas apresentam sintomas isolados de desatenção na vida adulta, o que pode causar diferentes impactos em suas vidas. Sendo que as que mais se depara são relações interpessoais instáveis e tumultuadas, baixo desempenho acadêmico e profissional, prejuízos no funcionamento familiar e social, o que pode aparecer amplificado por comorbidades.

2. Questões ligadas à atenção podem trazer prejuízos psicossociais. Geralmente, os esquemas psicológicos são aprendidos a partir das vivências ao longo da vida do paciente. Modificações nas suas cognições e comportamentos muitas vezes passam pelo aprendizado de novas cognições e novos comportamentos mais adaptativos. Para que isso ocorra, é necessário que o paciente construa com seu terapeuta condições de mudanças. Contudo, a visão biomedicalizada ressalta que os tratamentos psicoterápicos não são considerados de primeira linha para o tratamento do TDAH. E, apesar disso, indicam sua importância no sentido de que podem informar ao paciente sobre sua condição, podendo, também, melhorar seu desempenho cognitivo e comportamental nas situações e contextos onde os sintomas são mais prejudiciais.

3. As abordagens psicoeducacionais podem ajudar o estudante a reconhecer sintomas, a lidar com prejuízos e a planejar estratégias de convívio com suas dificuldades – pode ser reconfortante ter entendimentos sobre seus problemas. Essa intervenção pode ser realizada individualmente ou em grupo. O usuário pode ser ajudado a lidar com a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade, assim como a ter um controle melhor de efeitos colaterais de possíveis medicações. Contudo, um problema importante neste tipo de abordagem é a falta de guias técnicos que orientem a abordagem do ponto de vista pedagógico.

4. Quando o diagnóstico de TDAH ocorre na vida adulta raramente requer tratamento específico. Em geral, encontra-se em remissão.

5. Para estruturação de uma abordagem psicoeducacional João poderia utilizar os seguintes parâmetros para organizar as aulas/sessões: sequência das atividades; papel dos professores/terapeutas e dos alunos/pacientes; organização social do grupo/aula; utilização dos espaços e do tempo das sessões; organização dos conteúdos; materiais didáticos; avaliação.

Analise as informações encontradas por João e as avalie como verdadeiras (V) ou falsas (F):

 

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