Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo.
Concepções da relação homem-técnica
Alice e Inês empolgam-se enquanto falam de seu relacionamento com a informática pessoal. Proliferam palavras como eficiência, competência, agilidade, rapidez, controle, trabalho limpo, precisão, segurança na informação... A maior parte das pessoas dos centros urbanos, quando indagadas, associará suas impressões a alguma palavra dessas. São ideias que vão espelhando o imaginário construído em torno do computador pessoal, discursos que parecem compor um núcleo de valores bem estabelecidos da sociedade industrial, constituído e constituinte de todo um modo de funcionamento coletivo.
As noções de eficiência, competência, agilidade e controle, entre outras, são amplamente utilizadas como critérios de avaliação de desempenho de trabalhadores nas empresas, valendo para o conjunto dos funcionários, do menos especializado ao diretor-presidente. Assim, quando Alice diz que o computador a faz sentir-se “mais competente”, estaria a indicar que essa máquina pode lhe fortalecer uma identidade, antes ameaçada pelas sensações de inferioridade e exclusão social. De um zero à esquerda é possível passar a supereficiente...
A máquina é perfeita e, diante dela, o indivíduo sente-se desafiado a adaptar-se... e para isso precisa estar disposto a enfrentar o nervosismo, a ansiedade e a frustração decorrentes das inúmeras tentativas malsucedidas. Para entrar em contato, é necessário aceitar as regras da máquina, assimilá-las... este é o adaptar-se: aprender novos procedimentos, alguns dos quais desafiam os funcionamentos cognitivos aos quais se está habituado.
“Dominar a máquina”, como diz uma grande parcela das pessoas, faz com que alguém se sinta cheio de potência. Mas há pessoas que, ante o computador, vivem uma sensação de paralisia completa: ao mesmo tempo em que afirmam ser fundamental aprender a usá-lo, sentem essa tarefa como algo de uma dificuldade intransponível, que desencadeia angústia. Acentua-se uma imagem negativa e frágil: impotência, exclusão, medo, pavor, humilhação, vergonha, raiva, irritação... essas são algumas das palavras que vão compondo os discursos daqueles que, por qualquer razão, não conseguiram realizar um bom encontro com a informática pessoal.
Adaptado de: “Introdução entre humanos e computadores”, de Paulo Sergio de Carvalho, p. 114-116 (São Paulo: Educ, 2000).
Assinale as afirmações abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) O sujeito da forma verbal Proliferam é indeterminado.
( ) A expressão suas impressões desempenha a função sintática de objeto direto.
( ) A expressão de desempenho de trabalhadores desempenha a função sintática de objeto indireto.
( ) O sujeito da forma verbal faz é ”Dominar a máquina”.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é