Magna Concursos
3173510 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Bandeirantes-PR
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As forças mecânicas às quais o tecido pulmonar imaturo é exposto têm a capacidade de interagir com a matriz extracelular e com as células epiteliais e endoteliais, induzindo, assim, lesões teciduais conhecidas genericamente como lesão pulmonar induzida pela ventilação (LPIV). Os mecanismos de lesão em crianças e adultos são muito semelhantes, com maior diferença nas respostas a esses estímulos. A respeito dos principais mecanismos de lesão pulmonar induzida pela ventilação (LPIV), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) O barotrauma refere-se ao processo associado à indução de lesão pulmonar quando são alcançadas pressões elevadas, em geral, é associado a pneumotórax, pneumediastino ou enfisema subcutâneo, apesar de na maioria das vezes o mecanismo de lesão atuar sem desencadear necessariamente algum desses eventos mais perceptíveis, agindo de modo gradual e silencioso e, no recém-nascido pré-termo (RNPT), também pode apresentar-se por meio de enfisema intersticial em virtude do rompimento do tecido alveolar e do tecido adjacente.

( ) Volutrauma é um mecanismo de lesão que se dá pelo fato de que a diminuição de volume (hiperdistensão alveolar) estaria fortemente associado a lesão pulmonar, mesmo com pressões inspiratórias altas, sendo essa uma das principais estratégias que fundamentam o conceito de proteção pulmonar, isso reforça a necessidade de interação da pressão com a impedância do sistema, que resultará na geração de volume que, quando elevado, tem baixo potencial agressivo.

( ) O atelectrauma está fortemente associado às situações de perda de volume pulmonar na fase expiratória e reabertura na inspiração, acontecendo repetidamente a cada ciclo ventilatório em unidades pulmonares recrutáveis (estendendo-se desde as pequenas vias aéreas até os ductos e sacos alveolares). Esse mecanismo ocorre especialmente quando os valores de pressão expiratória positiva final (PEEP) são insuficientes para manter as estruturas distais abertas e em situações de volume pulmonar muito reduzido (hipoventilação e colapso).

( ) O biotrauma representa a resposta biológica à lesão mecânica do tecido pulmonar e corresponde à via final comum dos outros mecanismos (barotrauma, volutrauma e atelectrauma). Toda essa lesão celular mecânica leva à liberação de mediadores inflamatórios, proporcional ao grau da agressão, que acabam ganhando a circulação sistêmica por meio da circulação pulmonar, podendo disseminar-se para diversos órgãos e tecidos e causando lesão à distância, além de disfunção multissistêmica em situações mais graves.

( ) O oxitrauma se dá pelo fato de que apesar de ser um gás essencial para o metabolismo aeróbio e consequentemente para a sobrevivência, quando oferecido em excesso o oxigênio forma quantidades menores de moléculas altamente reativas, conhecidas como espécies reativas de oxigênio (ERO), as quais têm baixo potencial para oxidação das enzimas e inibição da síntese de DNA e surfactante. Assim, o organismo não produz antioxidantes enzimáticos ou não enzimáticos capazes de neutralizar essas ERO, porém seu desenvolvimento se dá fundamentalmente no segundo trimestre de gestação, de maneira que o recém-nascido pré-termo (RNPT) conta com esse arsenal neutralizador maduro, portanto, esse grupo de pacientes é menos suscetível a esses agentes oxidantes com alto poder de induzir lesão não apenas pulmonar, mas também cerebral.

 

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