Magna Concursos
1303890 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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TEXTO PARA A QUESTÃO
Tornando da malograda espera do tigre, alcançou o capanga um casal de velhinhos, que seguiam diante dele o mesmo caminho, e conversavam acerca de seus negócios particulares. Das poucas palavras que apanhara, percebeu Jão Fera que destinavam eles uns cinquenta mil-réis, tudo quanto possuíam, à compra de mantimentos, a fim de fazer um moquirão*, com que pretendiam abrir uma boa roça.
- Mas chegará, homem? perguntou a velha.
- Há de se espichar bem, mulher!
Uma voz os interrompeu:
- Por este preço dou eu canta da roça!
-Ah! É nhô Jão!
Conheciam os velhinhos o capanga, a quem tinham por homem de palavra, e de fazer o que prometia.
Aceitaram sem mais hesitação; e foram mostrar o lugar que estava destinado para o roçado.
Acompanhou-os Jão Fera; porém, mal seus olhos descobriram entre os utensílios a enxada, a qual ele esquecera um momento no afã de ganhar a soma precisa, que sem mais deu costas ao par de velhinhos e foi-se deixando-os embasbacados.
José de Alencar, TIl.
moquirão = mutirão (mobilização coletiva para auxílio mútuo, de caráter gratuito).
As práticas de Jão Fera que permitem ao narrador classificá-lo como "capanga" assemelham-se, sobretudo, às da personagem citadina do
 

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