De maneira lenta e agonizante, a mata atlântica, que já cobriu 15% do território brasileiro, sucumbe à ação do homem. Segundo pesquisa da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), há risco de desaparecimento da diversidade biológica na mata atlântica, mesmo nas áreas protegidas por lei. As 712 reservas, que guardam os 7% restantes da mata original, estão perdendo densidade e variedade de espécies. A causa é o isolamento. Distantes umas das outras, as reservas não trocam sua biodiversidade, o que deixa vulneráveis plantas e animais.
As análises feitas pelos pesquisadores mostraram que, nessas áreas, apenas 4% dos exemplares de árvores surgiram de pólen vindo de regiões distantes, fora das estações ecológicas em que estão localizados. O ideal para se preservar a saúde da floresta é que a taxa seja de pelo menos 10%. O isolamento aumenta os cruzamentos entre árvores semelhantes e entre animais semelhantes, o que torna as novas gerações geneticamente pobres e mais suscetíveis a pragas e doenças.
Na pesquisa, avaliou-se a produção de biomassa para cada hectare de terra em reservas de diversos tamanhos. Verificou-se que, na mata virgem, cada hectare de mata produz 250 t de biomassa, ao passo que, nas reservas de proteção de 1 milhão de metros quadrados, esse índice cai para 228 t por hectare. Em áreas protegidas menores, de 10 mil metros quadrados, esse valor despenca ainda mais, chegando a 140 t, uma redução de quase 40% na capacidade de sequestro de carbono.
Uma das saídas defendidas por especialistas é a conexão das pequenas reservas com áreas de preservação maiores, diminuindo-se as regiões de borda.
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Tendo como referência o texto acima e os múltiplos aspectos que ele suscita, julgue os próximos itens.
Com base nas informações do texto, conclui-se que, atualmente, as reservas da mata atlântica não ocupam mais que 2% do território brasileiro.