Magna Concursos
2128900 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAEPESUL
Orgão: Pref. Garopaba-SC
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Texto para as questões 1, 2 e 3:


Inteligências e lâmpadas


A inteligência se parece com as lâmpadas. As lâmpadas servem para iluminar. Para isso são dotadas de potências de iluminação diferentes. Há lâmpadas de 60, 100, 150 watts. O número de watts diz o poder de iluminação de uma lâmpada.

Também as inteligências servem para iluminar. (...) E as inteligências, à semelhança das lâmpadas, também têm potenciais de iluminação diferentes. (...).

Mas as lâmpadas, a gente não fica olhando para elas. Olhamos para o objeto que elas iluminam. Uma lâmpada de 200 watts pode iluminar o rosto de dor de um homem numa câmara de tortura, enquanto uma lâmpada de 60 watts pode iluminar uma mãe embalando o filhinho.

As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam, e não pelo poder de iluminar. Há inteligências de QI 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E há inteligências modestas que iluminam as asas de uma borboleta.

A inteligência, como as lâmpadas, não tem vontade. Ela obedece à mão que direciona seu foco. É mandada. Como o gênio.

O problema não estava na minha inteligência, mas no objeto que ela iluminava. Doideira. A escolha do objeto não é coisa da inteligência. É coisa do coração. Há inteligências brilhantes que estão a serviço da loucura.


(ALVES, Rubem. A pedagogia dos caracóis. 4 ed. Campinas/SP: Verus, 2014)

“Mas as lâmpadas, a gente não fica olhando para elas.”

Sobre esse período do terceiro parágrafo, leia atentamente:

I. O emprego da expressão “a gente” confirma que o texto está redigido no nível popular da linguagem.

II. “A gente” exerce a função sintática de sujeito simples.

III. “Mas as lâmpadas” é uma oração coordenada sindética adversativa.

IV. “As lâmpadas” e “para elas” repetem a mesma ideia no período, o que configura um pleonasmo vicioso.

De acordo com a Língua Portuguesa, pode-se afirmar:

 

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