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2524887 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
“Material dos mais preciosos para um acompanhamento da movimentação dos nossos críticos na ‘periferia’, ou pelo menos na maior cidade deste quintal que seria o Brasil, como diriam uns, porque mobilizam diferentes ‘funções’ da linguagem, como diriam outros, são elas Clima e Noigandres. Dois periódicos de vida relativamente breve, hoje raridades nas bibliotecas e nas coleções particulares, antes de passarem a sinalizar aqui duas correntes críticas prestigiosas, uma histórico-evolutiva, sensível à ideia de ‘formação’, a outra apoiada numa ‘história sincrônica’, ou num ‘tempo longo’ (como prefeririam os historiadores da vida privada), avessa à questão das origens primeiras, embora não à da originalidade.”
(MOTTA, Leda Tenório da. Quando é “pós-tudo”?. In Sobre a crítica literária brasileira no último meio século. Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda, 2002)
Considere as seguintes afirmativas:
I. A revista “Clima” foi lançada em São Paulo, em maio de 1941, e reunia um grupo de rapazes de enorme pendor para a crítica e interesses dos mais diferenciados – teatro, cinema, música, literatura, sociologia, ciências, economia e direito, dentre eles o jovem Afrânio Coutinho. O fim e o programa da revista era criar aqui, e irradiar daqui, da cidade que já não era mais uma província, desde os tempos dos velhos modernistas de 1922, um clima de interesse e de ventilação intelectual.
II. Muito perto de tudo isso no tempo, já a entrada em cena do grupo ligado à revista “Noigandres” – que se lança sem respaldo empresarial nem base universitária, em editora própria, e cujo jornal de acolhida, graças à intermediação de Mario Faustino, outro forasteiro, será o Suplemento do “Jornal do Brasil”, em outra cidade – dá-se a partir de 1950. Ano em que Haroldo de Campos e Décio Pignatari estréiam em livro, numa coleção dos então chamados “Novíssimos”, sob a chancela do Clube de Poesia, domínio editorial da Geração de 45, a que Augusto de Campos já terá escapado, um ano depois, quando saiu seu “O rei menos o reino”.
III. Embora o evidente antagonismo entre as duas prestigiosas correntes críticas, identifica-se uma posição convergente, a qual aponta para um problema insistente na historiografia literária brasileira: o acercamento da origem enquanto origem primeira. Esse problema foi amplamente investigado por Haroldo de Campos, num pequeno volume publicado nos anos 90, intitulado “O Seqüestro do Barroco na Formação da Literatura Brasileira: o caso Gregório de Mattos”, dedicado, em seu ponto mais alto, ao estudo do poeta Gregório de Mattos.
Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s)
 

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