A Inglaterra é o verdadeiro país do futebol?
Marcos Alvito
Com 40 mil clubes e uma 2ª divisão com mais público que a nossa 1ª, a nação que inventou o football tem muito a ensinar à pátria de chuteiras.
A grama, impecável, é cortada a cada dois dias. Mas os jogadores treinam em outro campo. Ninguém pode pôr os pés ali quando não é dia de jogo oficial, fora o zelador. O estádio tem cadeiras para todos os espectadores, vestiários confortáveis, banheiras de hidromassagem e sala de fisioterapia para os jogadores. Você pode comprar seu ingresso pela internet e recebê-lo pelo correio, com lugar marcado e seu nome impresso. Há uma linha especial de ônibus para levar os torcedores, saindo da estação de trem da cidade. No dia do jogo, o clube põe à venda um programa com as escalações, entrevistas, informações detalhadas sobre o time adversário: história, estatísticas e análise de cada um dos jogadores. Não estamos falando de um grande time europeu. Mas do pequeno Oxford United, que disputa a Blue Square Premier. Traduzindo: a 5ª Divisão da Inglaterra.
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Mas nem tudo é festa: os ingressos são caros (até R$300) e quase impossíveis de encontrar à venda nas bilheterias para jogos dos 4 grandes - Arsenal, Chelsea, Manchester e Liverpool. E desses o Arsenal é o único que ainda não pertence a um bilionário estrangeiro. É o preço a pagar pelo sucesso desse esporte na ilha onde a bola é mais redonda. (Superinteressante, setembro 2008, com adaptações)
De acordo com o texto, pode-se dizer que: