Magna Concursos
2238561 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Na atualidade, o corpo humano passou a ser cultuado como uma espécie de parâmetro para designar um padrão de beleza e, consequentemente um ideal de felicidade. Leia o texto seguinte e marque as questão.
A dimensão humana da corporeidade.
Vivemos hoje uma espécie de "culto ao corpo". Todos são pressionados para serem magros, sarados e bronzeados. Todos são estimulados a parecer jovens, com aspectos saudáveis. Esse desejo nem sempre tem algo a ver com a ideia de saúde e bem-estar, que envolve a prática de uma atividade física regular e uma alimentação saudável, além de harmonia nos relacionamentos pessoais. Em geral, o que predomina é a preocupação estética.
Para o filósofo Gilles Lipovetsky, essa onda de preocupação com o corpo é parte daquilo que ele denomina uma "sociedade pós-moralista". Em vez da antiga sociedade moralista, na qual a ética e a virtude impunham uma série de deveres, vive-se hoje em uma sociedade que valoriza principalmente o bem-estar individual. Em lugar dos deveres, há agora "tarefas" para alcançar a felicidade, que envolve opção sexual, práticas de higiene traduzidas como "amor ao corpo", campanha antifumo e antidroga, a prática de esportes radicais e "ecológicos", bem como as academias de ginástica e os tratamentos estéticos.
Para os gregos, o ser humano é constituído de soma, matéria (que traduzimos por corpo), uma psique (que traduzimos por alma), o "sopro" que anima a matéria, que dá vida ao corpo. Na mitologia, encontramos uma história da criação do homem por Prometeu, que fez bonecos de barro e começou a brincar com eles, porém, eram seres inanimados. Zeus soprou nos bonecos, e eles ganharam vida.
Para entender a complexidade do corpo e da sexualidade, precisamos recorrer a uma visão não mecanicista do corpo. O corpo não é apenas matéria, nem somente funcionamento fisiológico, pois existe em uma cultura. A sexualidade está relacionada à dinâmica da vida humana. Não é um mero traço físico ou biológico. O sexo é biológico, mas as maneiras de vivê-lo são culturais, por isso se modificam de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de uma época para outra.
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 95 e 101.
No mito grego sobre a criação do homem, descrita no texto, há uma semelhança com o mito da criação referente a uma tradição religiosa, que se encontra expressa em uma das alternativas seguintes.
 

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