“Tomando como panorama de fundo aspectos da cultura burguesa [...], gostaria de pensar uma concepção de cidadania plena – ao nível econômico, político, social, cultural. E que se coadune com a construção de uma sociedade mais democrática. Não pode haver cidadania se não houver um salário condigno para a grande maioria da população. O trabalhador, enquanto mercadoria, deve lutar para obter certa equivalência na troca estabelecia com o capitalista e o Estado. É preciso que ele tenha acesso aos bens que complementam sua vida [...] e compõem os chamados direitos sociais. Mas, antes, é necessário que os trabalhadores tenham direitos políticos, e que existam mínimas condições democráticas para reivindicar o seu direito de ser cidadão e de, enquanto tal, poder trabalhar, por quaisquer de seus direitos. Por outro lado é preciso que esses trabalhadores possam ser educados sobre a existência desses direitos, vendo dessa forma a amplidão do que há para construir em termos de uma sociedade sempre melhor”.
COUVRE, Maria de Lourdes Manzine. O que é cidadania. 3 ed. São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 37.(Texto com adaptação).
Da análise do texto acima se depreende que