O reconhecimento crescente do papel dos povos indígenas na preservação da diversidade da fauna e da flora, por meio de seus conhecimentos e formas únicas de viver e ocupar um lugar, é um dos caminhos para abordar a importância das terras indígenas, sobretudo em um cenário no qual se multiplicam as catástrofes ambientais que projetam um futuro planetário desalentador, cada vez mais pobre em vida. Com efeito, se há florestas em pé é porque há povos indígenas que as conservam.
São também esses povos que as protegem contra a ação predatória das invasões praticadas por aqueles que, motivados pela cobiça, contribuem para o extermínio dos indígenas e do mais rico ecossistema do mundo que, sem dúvida, são garantias da viabilidade da vida na Terra. Um benefício incalculável, que deveria ser de interesse geral, produzido por tão somente 13% do território nacional.
É suficiente olhar um mapa para ver que, não raro, é uma linha seca que separa os territórios indígenas do avanço do desmatamento, uma prova cabal de que onde vivem os povos indígenas se desmata menos (nos últimos 40 anos mais de 20% da floresta Amazônica foi desmatada, por outro lado, todas as terras indígenas juntas perderam nesse período menos de 2%).
(Karen Shiratori. https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2019/Como-os-povos- -e-as-terras-indígenas-protegem-a-biodiversidade. 13.09.2022. Adaptado)
No trecho – um cenário no qual se multiplicam as catástrofes ambientais que projetam um futuro planetário desalentador... –, um sinônimo para a expressão destacada em negrito é: