TEXTO I
(...) a interação entre a humanidade e as plantas parece estar sendo reduzida gradativamente, com o avanço da urbanização e da tecnologia. Tal distanciamento do mundo natural apresenta consequências diretas que refletem nos hábitos e na cultura da sociedade contemporânea. (...)
Especialmente nas grandes cidades, caminhamos pelas ruas, praças, parques, às vezes cercados por árvores, arbustos e vegetação diversa e não nos atentamos a percebê-las e reconhecê-las como seres vivos em lugar de objetos inanimados. Estaríamos cegos frente às plantas?
O conceito de cegueira botânica foi proposto originalmente por Wandersee e Schussler (1999) e inclui em sua definição: (a) a incapacidade de reconhecer a importância das plantas na biosfera e no cotidiano; (b) a dificuldade em perceber os aspectos estéticos e biológicos exclusivos das plantas; e, (c) a ideia de que as plantas sejam seres inferiores aos animais, portanto, não merecedoras de atenção equivalente.
Neves, A.; Bundchen, M.; Lisboa, C. P.,
Ciênc. Educ., v. 25, p. 745-762, 2019.
TEXTO II
“Cegueira botânica” é um termo amplamente conhecido na área de ensino de biologia para expressar a incapacidade do ser humano de perceber as plantas no ambiente, além da consequente desvalorização e prejuízo no ensino de temáticas botânicas. Críticas ao emprego da palavra “cegueira” nesse contexto têm sido realizadas . Alternativas ao termo “plant blindness” têm sido propostas na literatura inglesa. Como alternativa a “cegueira botânica”, propõe-se o termo “impercepção botânica” para a língua portuguesa.
Ursi, S., & Salatino, A., Boletim de
Botânica, v. 39, pp.1-4, 20122.
O texto II, dos professores da USP Suzana Ursi e Antonio Salatino, traz um alerta à sociedade que tem sido visto como relevante pela universidade. Nesse contexto, é possível afirmar que o trecho omitido no texto Il pode ser corretamente substituído por: