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63299 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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O texto a seguir é referência para a questão.

Pagando para sofrer

A violação dos direitos do consumidor brasileiro atingiu níveis insuportáveis. Enquanto as autoridades repetem os jargões da cidadania, interesses privados violentam moral e financeiramente milhões de pessoas indefesas. Em plena euforia desenvolvimentista, a sociedade continua presa num capitalismo pré-histórico, lesivo e inescrupuloso. Ninguém age contra esses absurdos cotidianos.

Passada a histeria inicial, as empresas adaptaram-se ao teatro da fiscalização irrelevante. “Propaganda enganosa” virou pleonasmo e, no fundo, uma qualificação bastante confortável para o delito. As vítimas, desinformadas, incrédulas ou preguiçosas, dificilmente reclamam. Mas podemos culpá-las? Os Procons, sucateados e afeitos a intervenções políticas, são máquinas de moer paciências e bravatear resoluções menosprezadas. As sanções, limitadas e eventuais, resultam desprezíveis perante os recursos dos infratores. E basta-lhes ignorá-las, deixando que as catacumbas judiciais posterguem seus castigos até um futuro incerto. [...]

Os maiores transgressores das normas de consumo são justamente os principais anunciantes da mídia nacional. A imprensa jamais defenderá que os bandidos recebam as punições rigorosas e definitivas que merecem. E o governo federal, acuado pelos fantasmas do desemprego e da estatização, prefere parecer apenas covarde.

(Guilherme Scalzilli. Caros Amigos, n. 162, set. 2010, p. 9.)

Ao afirmar que “basta-lhes ignorá-las, deixando que as catacumbas judiciais posterguem seus castigos até um futuro incerto”, o autor:

 

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