Leia o texto para responder à questão.
Para conseguir lidar com o luto pela perda precoce da
mãe, aos 10 anos, o japonês Takeo Sawada (1917-2004)
começou a pintar. Ganhou um kit de desenho do pai, na
cidade de Yuki, a 100 quilômetros de Tóquio. Participou
de duas exposições e, aos 12 anos, conquistou o Prêmio
Imperial do governador da província de Ibaraki. Contudo,
com a promessa de uma vida melhor, decidiu emigrar para
o Brasil, então com 16 anos de idade, e seguir os passos
dos familiares que se estabeleceram em Rancharia, no
oeste paulista.
Sem conhecer a língua portuguesa e os costumes do
país, teve ajuda de um tio comerciante e trabalhou em plantações de café e algodão. Sua sensibilidade artística foi
aguçada pelos elementos da natureza, e uma árvore frondosa de flores vermelhas foi a que mais chamou sua atenção: o flamboyant. Sawada gostava de admirá-la, pintá-la e
fotografá-la pela cidade, num convite à contemplação.
Na década de 1970, fundou um curso de artes visuais
para crianças. Ao longo de três décadas, cerca de 4 mil
alunos — incluindo adultos — tiveram aulas com o sensei
[mestre ou professor], que se tornou referência em arte-educação. “Frequentei as aulas de Sawada em 1987, aos 25
anos. Lembro-me de sua voz tranquila, dos óculos pendurados por um cordão e de muitos pincéis e lápis no bolso da
camisa”, recorda-se a artista visual Carmo Malacrida, uma
das curadoras da exposição “À Sombra do Flamboyant:
Takeo Sawada”, em cartaz no Sesc Registro.
As aulas do artista incluíam desde passeios ao ar livre
a exercícios de técnicas de desenho e pintura no ateliê. Em
entrevista a um canal de televisão, o próprio artista definiu
sua atuação: “Ensinar criança não é para criar artista, é para
formar uma boa pessoa, uma pessoa de paz, de boa índole, que possa se dedicar ao Brasil, à sociedade”. Inspirada
pelo mestre, Carmo dá aulas de artes para crianças há 22
anos, e diz que aprendeu com ele a ver o mundo de forma
poética. “Ele nos preparava para a vida, queria que criássemos livremente. Dizia para não termos medo do vazio do
papel, que na folha grande há muito espaço para desenhar
e pintar”, conta.
(Luna D’Alama. Da cerejeira ao flamboyant. Revista E,
maio de 2023. Adaptado)
• Para conseguir lidar com o luto pela perda precoce da mãe... (1º parágrafo)
• ... decidiu emigrar para o Brasil, então com 16 anos de idade, e seguir os passos dos familiares... (1º parágrafo)
Os vocábulos em destaque expressam, correta e respectivamente, os sentidos de
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