"Todas as formas de vida são limitadas pelas respectivas capacidades de sobreviver a extremos de temperatura. Em geral, quanto mais complexo o ser, mais severas as limitações. O homem vive apenas alguns graus abaixo de seu ponto mortal, sofrendo variações internas compatíveis com a saúde, associadas intimamente ao ritmo de produção metabólica.
Alterações de temperatura ambiental abaixo de 18°C ou maiores que 45°C, associam-se com dor e lesão tissular. Temperaturas baixas relacionam-se com formação de cristais que lesam membranas celulares e ocasionam desidratação tissular. Temperaturas altas relacionam-se com desnaturação de proteínas, sendo os tecidos destruídos pelo calor muito mais rapidamente do que poderiam ser repostos pela atividade metabólica. A manutenção da hemeotermia interna do homem é assegurada por complicados mecanismos que podem alterar-se devido a inúmeros fatores de ordem biológica, emocional e ambiental".
(FONTE: LAGANÁ, M.T.C.; FARO, A.C.M. e; ARAÚJO, T.L. A problemáticada temperatura corporal, enquanto um procedimento de enfermagem:conceitos e mecanismos reguladores. Rev. Esc. Enf. USP, v. 26, n. 2, p. 173-86, Ago. 1992.)
Sabe-se que existem alternativas para aferir a temperatura corporal de um individuo, entretanto, a temperatura mais próxima da temperatura central é a: