De acordo com os paradigmas contemporâneos da
Psicologia Clínica, que incorporam princípios
fenomenológicos e éticos da intersubjetividade, é
correto afirmar que a neutralidade absoluta na
condução da entrevista psicológica não apenas é
inviável, como também indesejável, pois a
manifestação empática do psicólogo é considerada
condição essencial para a construção do setting
terapêutico e para a emergência dos conteúdos
subjetivos do paciente.