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2347544 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CREFITO-13
Provas:
Cadeirante supera expectativa de vida e vira praticante de
esportes radicais
Garoto do DF pratica basquete, natação, skate e tem tempo
para namorar. Médicos disseram que ele não passaria dos 2
anos e recomendaram aborto.
Mateus Moreira, de 14 anos, nascido na cidade de Brasília, exibe com orgulho as mãos calejadas de andar de skate: por conta de uma malformação congênita, ele nunca conseguiu movimentar as pernas. Nem por isso ele deixa de fazer manobras na prancha ou de praticar s tand-up paddle, vela adaptada, basquete e natação. Além dessas atividades, ele ainda arruma tempo para estudar, tocar bateria e sair com a namorada, com quem se relaciona há sete meses.
Adriana Moreira, mãe do garoto, estava grávida quando soube que o filho nunca andaria por conta da mielomeningocele, o tipo mais grave de espinha bífida. A doença impede que os ossos da coluna vertebral se desenvolvam adequadamente durante a gestação. O médico disse a ela que a criança não sobreviveria por mais de dois anos e recomendou o aborto. Ela não concordou.
“A princípio, a gente fica chocado. Sempre espera que o filho seja perfeito”, diz ela. “Mas o susto maior foi na hora da notícia. Depois, pensei: se Deus mandou para mim é porque sou capaz.” “E hoje, estou aqui”, emenda o menino, orgulhoso.
Desde que nasceu, o garoto já passou por cinco cirurgias. A primeira, sete dias após nascer, para fechar a coluna e proteger a medula. Por conta do procedimento, ele desenvolveu hidrocefalia e, uma semana depois, fez outra operação para colocar uma válvula para drenar o acúmulo de líquido no crânio.
Decidida a oferecer uma boa qualidade de vida para o filho, Adriana passou a pesquisar sobre a mielomeningocele, mas não encontrou muitas informações. “Só via menino com cabeça grande, não conseguia ver uma pessoa que poderia se desenvolver. Foi então que me disseram: Olha, se ele tiver a mente boa, ele vai para onde quiser”, diz.
A mãe decidiu então que não deixaria o filho parado em casa e que faria tudo para incentivar ele a ser independente. Ela o matriculou em escolas comuns e o incentivou a praticar esportes desde pequeno. Aos três meses, teve as primeiras aulas de natação, que ajudaram a fortalecer a musculatura dos braços. Depois, passou à equoterapia. A atividade física o ajudou a se sentir autoconfiante e a fazer novos amigos.
Adriana conta que quando Mateus era criança, as pessoas olhavam com pena na rua. “Íamos para o supermercado, shopping, e todo mundo olhava e perguntava: tadinho, o que ele tem, por que está na cadeira de rodas?”, diz. Mateus, no entanto, diz que nunca se sentiu vítima e que "nada é impossível".
(g1.globo.com)
Veja as palavras abaixo, todas retiradas do texto:
I. congênita
II. bífida
III. princípio
IV. após
V. três
VI. impossível
Agora, assinale a análise correta.
 

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