A Teoria Organizacional teve origem na administração e na psicologia, tendo sido adaptada para o jornalismo somente em 1995, pelo sociólogo e jornalista norte-americano Warren Breed (1915-1999). Desde sua tese de doutorado (1952), procurou definir o que são e onde estão os fatores de controle no processo de produção da notícia. Segundo a administração, a Teoria Organizacional surgiu com a mudança de valores dentro das empresas e comunicação organizacional, formação de bons líderes e a aplicação da psicologia organizacional. Essa teoria de modelo funcionalista pode ser observada no jornalismo dentro das redações, onde as notícias são produzidas. De acordo com Breed, pode-se afirmar que:
I. As notícias são o resultado de processos de interação social que têm lugar dentro da empresa jornalística.
II. O jornalista tem uma ''autonomia consentida'', de acordo com os requisitos da empresa onde trabalha. A necessidade de manter-se empregado deixa o jornalista conformado com seu papel na organização e não mais aspirante a uma função de serviço social.
III. Os controles que levem ao conformismo com a política editorial da empresa jornalística até podem ser ultrapassados. Mas a linha editorial da empresa jornalística é, geralmente, seguida. No caso de pequenas empresas, a estrutura é mais flexível, enquanto nas grandes empresas as estruturas de controle são mais formais e mais centralizadas.
IV. O trabalho jornalístico é influenciado pela importância do fator econômico. O jornalismo é também um negocio.