Magna Concursos
2305092 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Imbé-RS

O futuro demanda solidariedade

Por Luciana Allan

A questão de planejar o amanhã não é corriqueira e o mundo todo está debruçado sobre isso. Num contexto de ensino híbrido, com aulas parte presenciais, parte remotas, os alunos precisarão desenvolver de maneira mais consistente habilidades como autodisciplina para estudar em casa, por exemplo. Isso exige alterações no foco dos professores, que precisam ter tempo e apoio para serem treinados no uso das tecnologias digitais.

E não podemos esquecer os fatores sociais. Como tornar padrão o ensino a distância quando uma parcela considerável da população mundial tem acesso precário internet? No Brasil, a penetração da rede nos domicílios é de 67% em média – na classe A é de 99%, enquanto na D e E despenca para 40%.

No caso específico do Brasil, a pandemia gerou rupturas familiares importantes. Muitas crianças e jovens perderam pais ou mães arrimos de família para a Covid-19. O isolamento social e o freio de arrumação na economia deixaram muita gente desempregada e muitos autônomos sem renda. Isso certamente terá um efeito na evasão escolar, que já é alta no Brasil, especialmente no ensino médio.

O maior desafio que temos adiante é planejar as novas estratégias de ensino. Pelo que temos visto, até aqui a educação remota foi emergencial e não uma solução. É preciso criar redes colaborativas entre gestores, professores e coordenadores para que se compartilhem as boas práticas a fim de que todos possam evoluir.

Um dos alentos que a pesquisa nos trouxe é saber que ao menos um terço dos respondentes estão redirecionando o foco do currículo para o desenvolvimento de competências e habilidades, tais como colaboração, interação, resolução de problemas e pensamento crítico. Outro ponto positivo é que a pandemia valorizou os professores, cujo papel fundamental foi reconhecido pelos pais e mães que estão tendo de lidar com as crianças e jovens em casa nestes tempos de isolamento social.

Podemos dizer que a construção do “novo normal” passa pelo afastamento cada vez maior das instituições de ensino de seu papel de repositório de conteúdo para um contexto de construção de saberes e competências, inclusive éticas, a fim de que nossas crianças e jovens possam estar melhor preparados para um futuro que ainda lhes parece incerto e sem sentido. Mais do que nunca, a escola precisa repensar seu papel.

Como também bem pontuou um pensador da educação: “quando as crianças voltarem escolas, irão encontrar um mundo diferente. Os professores terão o grande desafio de ser não somente instrutores, mas bons mentores, facilitadores. O ensinar não é um processo transacional, é relacional. É preciso conhecer os sonhos e aspirações dos alunos”.

Além de atacarmos questões socioeconômicas e investirmos na valorização e formação dos professores, que são urgentes e estão em pleno debate com a votação da PEC 015/2015, precisamos também ouvir e praticar as palavras de especialistas no assunto como Andreas, Maria João e Mr Kung. Só assim a pandemia deixará uma herança valiosa para a educação. De outra forma, perderemos a chance de fazer do “novo normal” um “normal melhor”.

(Disponível em: https://exame.com/blog/crescer-em-rede/ao-inves-de-um-novo-normal-um-normal-

melhor-para-educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas tracejadas das linhas em destaque.

 

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