A questão se relacionam ao caso da família de Dona Francisca que reside na área atendida pela Agente Comunitária de Saúde Claudete.
Caso: Claudete chegou à casa de Dona Francisca, cumprimentou e perguntou como estavam todos. Dona Francisca, que estava à beira do fogão a gás fazendo comida, conta que Roberto, de dois anos, está com diarréia desde ontem. Claudete procura saber quantas vezes a criança tinha tido diarréia, se tinha vomitado e se estava com febre. A mãe explica que a criança teve diarréia três vezes, só vomitou uma vez e não estava com febre. D. Francisca explica que armazena água em potes, pois o abastecimento de água é precário. Claudete pergunta sobre as outras crianças. Ela diz que a criançada bota muita porcaria na boca, come qualquer coisa que pode. Claudete sabe que Dona Francisca é faxineira e sai alguns dias na semana para trabalhar, também sabe que na casa tem quatro crianças entre 6 meses e 8 anos, e que Dona Francisca não conta com a participação de um companheiro para educar e manter as crianças. Pergunta com quem as crianças ficam de dia quando ela sai para trabalhar. A mãe conta que não conseguiu vaga na escola para a maior e nenhum está na creche. Tem que cuidar de todos, limpar a casa e sair para trabalhar quando arruma uma faxina para fazer. A filha mais velha cuida dos menores enquanto Dona Francisca trabalha A agente de saúde comenta que os problemas de saúde geralmente estão ligados ao jeito como as pessoas vivem. Dona Francisca concorda e diz que sua vida anda muito corrida mesmo. A agente continua conversando sobre este assunto com Dona Francisca, mostra compreensão com o fato de Dona Francisca cuidar de tudo sozinha, sem apoio de creche, escola e emprego. Fica difícil mesmo olhar as crianças o tempo todo, e diarréia é uma doença que tem a ver com estas questões que ela está contando e com as condições de vida que ela leva. Claudete fala sobre a possibilidade de conseguir vaga na creche e na escola, e convida a mãe para levar a criança na puericultura. Orienta sobre reidratação oral, voltar a dar comida normal e cuidados de higiene. Valoriza o chá de folhas de goiaba e deixa envelopes de soro oral. Lembra que se a criança não melhorar durante o dia, deverá levá-la à Unidade de Saúde para uma consulta médica. Também convida Dona Francisca a participar de um grupo de mães que está acontecendo na Unidade semanalmente, para trocar experiências e aprender algumas novidades. Despede-se dela desejando a melhora de Roberto. Se Deus quiser, diz Dona Francisca ao agradecer a visita de Claudete.
Fonte: MARTINS, C.M.; STAUFFER, A.B. (Org.) Educação e saúde. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007. 192 p. (Coleção Educação Profissional e Docência em Saúde: a formação e o trabalho do agente comunitário de saúde, 6).
O desenvolvimento de ações educativas para a a promoção da saúde e prevenção de doenças se configura em uma das atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde. Considerando o caso acompanhado por Claudete, no que diz respeito à educação para saúde, é correto afirmar: