Com relação às maclas, escolha a opção CORRETA:
Em cristais HC e CCC, as maclas podem ser formadas como resultado da deformação sob baixas temperaturas e provocadas por forças mecânicas, dando, assim, origem às maclas de deformação ou maclas mecânicas. Em alguns casos, as maclas podem ser formadas durante tratamentos térmicos após deformação, resultando nas maclas de recozimento. As de recozimento são mais frequentes em materiais com baixa EDE (Energia de Defeito de Empilhamento), pois a energia do contorno coerente de macla é aproximadamente a metade da energia de defeito de empilhamento. Dessa maneira, é esperado que materiais com baixa EDE apresentem alta frequência de maclas de recozimento.
As estruturas CFC recristalizadas comumente poderão ter maclas de recozimento. Um cristal de Cu puro terá sua EDE aumentada com a adição de elementos, tais como Zn, Al, Sn e Ge. Com o aumento da EDE, as maclas de recozimento ocorrem mais facilmente.
A maclação é importante no processo total de deformação dos metais que possuem poucos sistemas de deslizamento, como é o caso dos metais HC. Isso ocorre porque a maclação favorece a ativação de novos sistemas de deslizamento. Assim, praticamente todo cristal terá seu volume reorientado e, por isso, os metais HC possuirão maior ductilidade do que metais que apresentam maior número de sistemas de deslizamento, como os do tipo CFC.
Quanto mais baixa a EDE de um cristal CFC, maior é a separação entre as discordâncias parciais e mais larga é a falha de empilhamento. Assim, em linhas gerais, a tendência de formação de maclas de recozimento em cristais CFC será mais fácil quanto mais alta for a EDE.
As maclas de recozimento são frequentemente encontradas em metais e ligas fundidas, pois, durante o processo de resfriamento e solidificação, tem-se uma intensa e rápida migração de contornos.
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