Aprovada pela Comissão Especial sobre Igualdade de
Direitos Trabalhistas da Câmara de Deputados, a proposta de
emenda à Constituição (PEC) n.o 478/2010 poderá mudar as
relações de trabalho de aproximadamente 6,6 milhões de
brasileiros.
A proposta amplia os direitos dos empregados
domésticos, igualando-os aos dos demais trabalhadores
urbanos do país. O texto revoga o parágrafo único do artigo 7.º
da Constituição Federal de 1988, que trata especificamente dos
domésticos e lhes garante apenas alguns dos direitos a que tem
acesso o conjunto dos trabalhadores.
A PEC prevê 16 novos benefícios à categoria,
incluídos a definição da carga horária semanal de 44 horas e o
pagamento de hora extra e de adicional noturno para atividades
entre as 22 h e as 5 h. A proposta também torna obrigatório o
recolhimento do fundo de garantia do tempo de serviço
(FGTS), que representa o principal impacto da medida, caso
seja aprovada e promulgada. “O recolhimento do FGTS até
agora não é obrigatório e na prática quase nenhum patrão faz,
daí, a aprovação da PEC significar uma mudança que terá
efeitos imediatos”, explicou um advogado trabalhista.
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Em relação ao texto acima, julgue os itens subsequentes.