Os desafios da inclusão em uma aula de literatura que desdobra as metáforas de Chico Buarque para alunos surdos
Como professora e interessada que sou por inclusão, desenvolvi uma metodologia voltada ao ensino de literatura para surdos no
curso de graduação em Letras-Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. O método pode ser adaptado por qualquer
disciplina, basta que se tome consciência de que, do ponto de vista da linguagem, na maioria das vezes, o aluno surdo é um
estrangeiro na própria pátria.
É claro que, em todas as disciplinas, a figura do intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é fundamental. No entanto, nem
sempre essa presença é suficiente, sobretudo se o intérprete não tiver uma bagagem cultural vasta e um grande acervo vocabular.
O trabalho com metáforas é muito mais complicado e, no caso da literatura, não há como fugir das metáforas, da palavra cujo sentido
não está nos dicionários, mas é criado pelos diversos contextos e culturas. Como exemplo, trago a experiência de trabalho que
desenvolvi com a letra da música “Eu te amo”, de Chico Buarque, cuja escolha se deu justamente pelo fato de apresentar muitas
metáforas. Destaco um trecho:
“Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir”
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armario-embutido-e-outros-vocabulos/.
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