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Pets podem estar adoecendo por causa da humanização


                                                                                                                             Por Equipe Cães&Gatos

Com espaço cada vez maior na casa e no coração dos brasileiros, os pets passaram a ser

“humanizados” para viver como membros da família. O problema, alerta a médica-veterinária

Ana Elisa Arruda Rocha, é que o fenômeno – confundido por muitos como amor e cuidado – está

adoecendo os pets. “A humanização impede que os animais vivam de acordo com sua espécie e

dificulta a adaptação e a interação com seus semelhantes. Animais têm necessidades e

particularidades, não respeitar as diferenças pode adoecer esses indivíduos”, explica.

A humanização começou quando os animais saíram das ruas e dos quintais e passaram

___ viver dentro das casas, de forma muito mais próxima das famílias. Esse movimento se

intensificou nas últimas décadas. “De maneira consciente ou inconsciente, os animais estão

sendo direcionados para lugares que não são deles, para suprir a ausência de alguém ou a falta

de algo”, analisa a especialista.

Essas condutas e a distorção de papéis não são benéficas aos pets, pelo contrário. Ana

Elisa reforça que é necessário ter consciência do lugar que cada membro ocupa e da importância

do bem-estar de todos os integrantes em famílias multiespécies. “Os animais de estimação estão

ao nosso lado nos fazendo companhia, nos protegendo e até realizando tarefas, como fazem os

cães-guia. Eles podem e devem fazer parte das famílias, desde que tenham seu próprio espaço

e sejam amados e aceitos exatamente por quem são”, finaliza a veterinária.

Para entender melhor como esse processo ocorre, a profissional explica alguns sinais para

ficar de olho. O primeiro ponto envolve os distúrbios emocionais e comportamentais relacionados

___ depressão, agressividade, ansiedade, carência e medo. “Em decorrência desses quadros

observamos compulsão alimentar, obesidade, alergias, automutilação, vômito, diarreia,

problemas respiratórios, urinários, crises epiléticas e até o desenvolvimento de doenças

crônicas”, diz Ana Elisa, que também é professora do curso de Medicina Veterinária do

UniCuritiba.

Para não colocar os pets em risco, os tutores precisam entender que tratar bem e amar

os animais significa oferecer todos os cuidados básicos necessários para o bem-estar, como

alimentação adequada, água fresca, abrigo, carinho e acompanhamento veterinário de rotina.

“Precisamos saber o que é essencial para cada espécie. Para um cão, por exemplo, é importante

caminhar, farejar, correr, brincar, roer, cavar e latir todos os dias. Para um gato, ter um local

para dormir e se esconder de maneira segura, arranhar, escalar, ter um lugar apropriado para

enterrar seus dejetos, ter acesso a alimentos úmidos e específicos para a espécie”, ensina.

O problema é que a humanização tem levado um número cada vez maior de pets ___

consultórios veterinários. A veterinária lembra que os animais não precisam de roupas, sapatos,

perfumes, camas luxuosas ou brinquedos caros. Banhos muito frequentes também são

prejudiciais, principalmente se realizados com produtos e manejo inadequados. “Nos cuidados

com cães e gatos, devemos evitar o uso de acessórios que possam incomodá-los, dar alimentos

ou medicamentos sem orientação prévia, tratá-los como bebês, privá-los do contato com animais

da mesma espécie ou de expressar seus comportamentos naturais”, finaliza a veterinária.

(Disponível em: www.caesegatos.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual das seguintes palavras apresenta encontro vocálico e encontro consonantal?
 

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