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O texto a seguir é referência para a questão.
Não é sem razão que o campo de problematização do futebol tenha crescido no mundo todo, nos últimos tempos. Como desconhecer que ele se tornou uma espécie de língua geral que coloca em contato as populações de todos os continentes; como encarar o fato de que essas populações não só o consomem, mas, diferentemente da relação passiva igualmente implicada nas relações consumistas, que substituíram as culturas locais, também o praticam; como avaliar o imbróglio da sua mercantilização massiva e os lampejos de sua profunda inserção nas experiências coletivas; como não ver que nele está cifrado o embate da economia com a cultura, e alguns dos nós cruciais do nosso tempo; como desvendar as suas enigmáticas e ambivalentes relações com a violência, que o jogo ao mesmo tempo aplaca e provoca; como chegou ele a tal ponto de saturação?
Eric Hobsbawm observou, recentemente, que “o futebol carrega o conflito essencial da globalização”, suportando de maneira paradoxal, talvez como nenhuma outra instância, a dialética entre as entidades transnacionais, seus empreendimentos globais e a fidelidade local dos torcedores para com uma equipe. A globalização consegue depauperar os campeonatos locais em países periféricos onde eles sempre foram fortes, como os do Brasil e da Argentina, e não consegue extinguir, até aqui, a forte demanda pela representação nacional contra sua descaracterização globalizada.
(Extraído de WISNIK, J. M. Veneno remédio. O futebol e o Brasil. Cia das Letras, 2008, p. 16.)
Assinale a alternativa que melhor parafraseia o primeiro período do texto:
 

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