Para o filósofo Espinosa, o caráter constitutivo e originário da alteridade está na constante relação com os outros: “A capacidade simultânea de afetar e ser afetado está neste encontro constante entre interno e externo, e nele e por ele é construída a ampliação de uma rede complexa que produz novas complexidades. Quanto mais múltiplas e variadas forem as relações intra e extra-corporais, mais maneiras variadas este corpo terá ao seu dispor para dispor-se e com isso manter sua proporção de movimento-repouso dos mais variados modos”.
Dada essa essência eminentemente relacional, o homem é um ser afetivo. Isto é, tem capacidade de ser afetado, mobilizado, modificado, transformado, tocado, no corpo e da mente. Por causa da natureza dos afetos, é correto afirmar que aquilo que afeta o ser humano com maior intensidade são