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3306672 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Prezado candidato, antes de responder à questão desta prova, leia atentamente os textos apresentados a seguir.

Texto A

“QUERO DEIXAR UMA MARCA NO UNIVERSO”

As criações de Steve Jobs tornaram nosso cotidiano mais agradável, bonito e eficiente – o Mac, o iPod, o iPhone e o iPad espalharam-se pelo mundo com a força de um renascimento cultural. Eles são fruto do poder criativo do fundador da Apple, morto de câncer no pâncreas, aos 56 anos.

(Veja, 12/10/2011, p. 92)

Texto B

O gênio da lâmpada

SÃO PAULO – Sobrou entusiasmo para louvar os feitos de Steve Jobs após sua morte, na semana passada. O líder da Apple foi aclamado como gênio visionário que desbravou o futuro. Daqui a cem anos, diz um biógrafo, Jobs estará no panteão dos heróis da civilização, ao lado de Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica incandescente.

Uma fala de Jobs para universitários, de 2005, virou sabedoria revelada. Cheia de autoelogios e conselhos como "siga o seu coração" e "encare cada dia como se fosse o último", rivaliza com manuais de autoajuda.

Tanto exagero e tanta precipitação de juízos dizem mais do nosso tempo que do morto ilustre. A genialidade de Arquimedes, Da Vinci ou Newton, afinal, dependeu menos do que os contemporâneos falaram sobre eles e mais do julgamento decantado ao longo de séculos.

O jornalista americano Malcolm Gladwell, em seu livro "Outliers", nota que a revolução dos computadores pessoais foi liderada por empreendedores nascidos com poucos meses de diferença. Jobs, Bill Gates (Microsoft) e Eric Schmidt (Google) são de 1955. Steve Ballmer, sucessor de Gates, do início de 1956, e Bill Joy (Sun Microsystems), do final de 1954.

Uma janela de oportunidades gigantesca e efêmera se abriu a jovens americanos que, imersos na informática, entravam na sua terceira década de vida por volta de 1975. Foi esse o ano do primeiro computador pessoal a preço acessível – singelo conceito que, ao desenvolver-se, fundou uma nova geração de bilionários.

Edison, gênio da lâmpada, foi tributário de uma onda semelhante no final do século 19. Ela produziu magnatas do porte de John D. Rockefeller (petróleo), Andrew Carnegie (aço) e William Vanderbilt (ferrovias).

Jobs e Edison são, na verdade, coadjuvantes dessa aventura. O protagonista é a fantástica máquina de destruição criativa, conduzida pelo império da técnica, há 150 anos implantada nos Estados Unidos.

(Vinicius Mota, Folha de São Paulo,10/10/11, A2 Opinião)

Texto C

Nomes que passam

RIO DE JANEIRO – A comoção pela morte de Steve Jobs continua. Para milhões de pessoas, a vida perdeu o sentido – como sobreviver à perda de alguém que, de seis em seis meses, lhes fornecia um aparelhinho sem o qual, de repente, não podiam passar? Para elas, ele é insubstituível. Afinal, disse alguém, Steve Jobs era Leonardo da Vinci e Thomas Edison em um só. Outro previu que o impacto de suas criações se refletirá até o fim do milênio.

Com todo respeito pelos fãs enlutados, peço vênia para discordar. Acho que a memória do nome de Steve Jobs mal sobreviverá ao fim da década. Será soterrada pelo surgimento de outras criações e outros criadores, a um ritmo como o que foi imposto por ele próprio e pelos que o antecederam em seu ramo – programado para tornar caduco tudo que foi produzido outro dia mesmo. É o destino dos inventores. Seus inventos ficam ou não. Mas eles evaporam.

(Ruy Castro, Folha de São Paulo, 12/10/11, A2 Opinião, com adaptação)

Esta é uma frase do Texto C: “Será soterrada pelo surgimento de outras criações e outros criadores, a um ritmo como o que foi imposto por ele próprio e pelos que o antecederam em seu ramo – programado para tornar caduco tudo que foi produzido outro dia mesmo.”

Considerando-se os tempos verbais e as vozes verbais, ou seja, quem pratica e/ou recebe a ação verbal, pode-se compreender o seguinte:

 

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