Para responder a essas questões, considere o caso clínico:
Cão da raça Basenji, com três anos de idade, apresentou história de poliúria e polidipsia. Os exames laboratoriais revelaram os seguintes resultados hematológicos VG (%): 33 (37 – 55), Hb (g/dL): 11,3 (12 – 18), He (x106/μ L): 4,45% (5,5 – 8,5), VGM (fL):74 (60 – 72), CHGM (g/dL): 35 (32 – 36), presença de acantócitos e esquistócitos. Bioquímica sérica glicose (mg/dL): 108 (65 – 122), ureia (mg/dL): 65 (7 – 28), creatinina (mg/dL): 2 (0,9 – 1,7), colesterol (mg/dL): 382 (130 - 370), cálcio (mg/dL): 7,2 (9 – 11,2), fósforo (mg/dL): 6,1 (2,8 – 6,1). Urinálise cor: amarela, aspecto: claro, densidade: 1025, proteína: 2+, glicose: 3+, bilirrubina: 1+, sangue: negativo, pH: 5, cetonas: traços. Na sedimentoscopia observou-se leucócitos/campo: 3 – 6, hemácias/campo: 3 – 6, células epiteliais/campo: 0 – 2, cilindros/campo: raros granulosos finos, bactérias: ausentes.
Os teores elevados de ureia e creatinina, associados à concentração normal de fósforo, são achados compatíveis com menor taxa de filtração glomerular, sendo possível, desse modo, diferenciar a natureza da azometia (pré-renal, renal ou pós-renal) existente nesse animal.