- História do BrasilEra VargasO Estado Novo (1937-1945): a Guinada Autoritária e a Constituição de 1937
Desde meados dos anos 80 de século XX, diversos estudos têm demonstrado que o aumento nas taxas de crimes e a sua posterior manutenção em níveis elevados, bem como as transformações nos padrões da criminalidade, não foram acompanhados de mudanças mais radicais no sistema de justiça criminal, de maneira a possibilitar a sua adequação a essas novas realidades.
A partir dos anos 90, entretanto, com a criação dos juizados especiais criminais e os resultados por eles alcançados ao tratarem dos delitos de menor potencial ofensivo de forma mais simplificada, rápida e negociada, formou-se o consenso sobre a necessidade de reforma do sistema de justiça criminal como um todo e de sua reestruturação no âmbito federal e estadual.
O principal desafio colocado à modernização do sistema de justiça criminal, no que diz respeito às mudanças tanto processuais quanto institucionais, é harmonizar a efetividade e celeridade do sistema com a preservação dos direitos e garantias fundamentais das partes envolvidas. Outro desafio, não menos importante, é o de promover a identificação dos operadores com os princípios almejados nas reformas, de maneira a fazer com que tais práticas passem a nortear, de fato, suas práticas profissionais cotidianas.
J. D. Vargas e L. F. Z. Nascimento. “O inquérito policial no Brasil – uma pesquisa empírica: o caso da investigação criminal de homicídios em Belo Horizonte”. In: Cadernos Temáticos da CONSEG, n.º 6, Ministério da Justiça, p.29, 2009.
Com relação à história cultural da Era Vargas, julgue o próximo item.
O Estado-Novo, ao tentar fortemente promover o valor do trabalho, entrou em rota de colisão com a cultura da malandragem, tal como corporificada pelo samba carioca. Por essa razão, a ditadura Varguista sempre evitou, deliberadamente, fazer do samba um dos componentes simbólicos da sua ideologia nacional.