Duas das crenças mais comuns entre estudantes de Letras no Brasil são que “É preciso ir para o exterior para se aprender inglês.” e “É preciso falar como um falante nativo ao se aprender uma língua estrangeira.”
Assim, por exemplo, a crença de que se deve falar com sotaque britânico ou americano pode ter a ver com o contexto socioeconômico no qual vivemos, onde pessoas importantes, pais e professores que admiramos transmitiram a mensagem que para ser respeitado e admirado como professor e aluno é preciso falar assim e que apenas “lá” se aprende. Essa crença está ligada a várias outras presentes em nossa sociedade e na área de ensino e aprendizagem de línguas como, por exemplo, “o mito do falante nativo” ou a valorização da temporada no exterior presente na sociedade brasileira.
(BARCELOS, Ana Maria Ferreira. Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 7, n. 2, p. 109-138, 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rbla/v7n2/06.pdf> . pp 111-2. Acesso em: 08.06.2023. Adaptado)
Quanto às questões levantadas por Barcelos no excerto, a BNCC propõe que o ensino de Língua Inglesa na Educação Básica