A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).
Isso aconteceu na mesma semana em que jornais de todo o Brasil noticiaram o parecer do Conselho Nacional de Educação no qual o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, um dos maiores clássicos da literatura infantil do Brasil, foi considerado inadequado para uso em sala de aula, por ter conteúdo racista.
A semelhança entre os dois casos não pode ser mera coincidência. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a discussão sobre como falar de “raça” e racismo nas escolas está na ordem do dia. E provoca reações apaixonadas. O próprio ministro da Educação se manifestou contra o veto a Caçadas de Pedrinho e favorável a uma explicação, em nota, sobre o conteúdo racista de passagens do livro. Os dois episódios parecem ser excessos de um tempo em que tudo parece poder ser rotulado como racismo.
Compartilho do desconforto de muitos com o uso indiscriminado da palavra “raça”, como, aliás, tão bem definiu Monica Grin em seu livro “Raça”: debate público no Brasil, também lançado na semana passada. Ela advoga o uso do termo entre aspas, para não correr o risco de ser confundido com o uso naturalizado daqueles que acreditam que, de fato, existem entre nós, humanos, mais de uma raça.
Considere as seguintes afirmativas sobre as citações do discurso alheio feitas nesse excerto.
1. O trecho contém três citações, todas em discurso indireto.
2. Se o verbo “advoga”, utilizado para introduzir a afirmação de Monica Grin, fosse substituído por uma forma do verbo “dizer”, haveria uma expressão mais marcada da avaliação da autora sobre o discurso citado.
3. Entre as citações feitas, a que é apresentada com maior neutralidade é a que corresponde ao parecer do Conselho Nacional de Educação.
4. Ao citar a manifestação do ministro da Educação, a autora expressa sua discordância em relação a essa autoridade.
Assinale a alternativa correta.